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quarta-feira, 18 de julho de 2012

HISTÓRIA DENTRO DA HISTÓRIA


Uma história imponente

A rememoração de fatos e figuras de sua história situa Esmeraldas entre os municípios mais representativos de Minas. De fato, além de mostrar em âmbito doméstico uma vida toda feita de passagens muito interessantes, exalta, extraordinariamente, a sua representatividade histórica perante o Estado e o País, em virtude da expressiva participação de seus representantes em célebres acontecimentos da vida regional e nacional.

 Fernando de Mello Viana - Senador e vice-presidente da República (1926-1930)

Assim ocorre no Movimento da Independência, com profícua atuação do Visconde de Caeté; na Guerra do Paraguai, com voluntários quiterienses destacados por  bravura; na Revolução Liberal de 1842, com o batalhão de Santa Quitéria, sob a liderança de Dona Ana Felipa de Santiago e familiares muito ilustres; e na 2ª Guerra Mundial, com o elogiado desempenho dos expedicionários esmeraldenses, expressamente recomendados pelos comandos das tropas por atos de destemor. Santa Quitéria, hoje Esmeraldas, deu dois presidentes à Província de Minas Gerais em luminosas carreiras políticas: o Visconde de Caeté e o desembargador Quintiliano José da Silva, além de um terceiro, o adotivo fervoroso que foi Melo Viana, também senador e vice-presidente da república.

 Visconde de Caeté



SANTA QUITÉRIA


                                     

Com sua economia baseada na agricultura, o povoado de Santa Quitéria cresceu muito lentamente. Mais de um século para depois de sua fundação é que o Decreto Imperial de 14 de julho de 1832, assinado pelo regente Feijó, criou a freguesia de Santa Quitéria, à qual ficou subordinado o curato de Sete lagoas.

A Lei Estadual da Primeira República, de 14 de setembro de 1891, confirmou o Decreto Imperial de 1832.
A Lei Estadual n. 319, de 16 de setembro de 1901, criou o município de Santa Quitéria, com território desmembrado de Sabará.

Em 2 de janeiro de 1902, foram solenemente instalados o município e a Câmera Municipal da Vila. Compunha-se de quatro distritos: Sede da Vila de Santa Quitéria, Contagem, Capela Nova de Betim e Vargem do Pântano (atual Ibirité), todos desmembrados de Sabará.

A Lei Estadual n. 893, de 10 de setembro de 1925, elevou a Vila de Santa Quitéria à categoria de cidade, de igual nome. O Decreto Lei n. 1.058, de 31 de dezembro de 1943 (Estado Novo), mudou a denominação do Município e da cidade de Santa Quitéria para Esmeraldas, decerto, em homenagem a Fernão Dias Pais, o Caçador de Esmeraldas, que por ali passou e deu início à nossa história, em 1674.

Hoje, com a boa infra-estrutura urbana, dotada dos serviços essenciais, a cidade é sede do próspero município que dista 60 km de Belo Horizonte, tendo sua base econômica no setor primário: a bovinocultura, principalmente leiteira; e a agricultura, com predomínio da produção de hortifrutigranjeiros.

terça-feira, 17 de julho de 2012

VAMOS CONHECER A NOSSA HISTÓRIA, A HISTÓRIA DE NOSSA GENTE


Em 1918 o Anuário de Minas Gerais, dirigido pelo Dr. Nelson de Senna, reproduziu um estudo publicado no periódico “O Quiterense”, do Dr. Nelson Orsini de Castro, no qual o autor atribui a fundação de Esmeraldas à bandeira de Fernão Dias, que penetrou, em junho de 1674, no Vale do Paraopeba. Faziam parte desta expedição com sobrenome Coelho, naturais de São Paulo. Estes, em vez de sonhar com fantásticas pedrarias, procuravam um lugar ameno e fértil onde pudesse praticar a agricultura.



Fazenda Dona Isabel, começo do povoado

A história do município de Esmeraldas, que na época de seu povoamento chamava-se “Santa Quitéria”, está ligada ao sonho de Fernão Dias Paes, que desbravou uma parte do sertão mineiro em busca das valiosas pedras verde. Por volta de 1674, o bandeirante paulista chegou à região, ficando por longo tempo pesquisando os ambicionados tesouros ocultos. Como todo bandeirante, Fernão Dias possuía um roteiro, o mapa da mina, que indicava que muito além, ao norte da capitania, estava a famosa serra Resplandecente, que seria um reduto de pedras preciosas, talvez esmeraldas, à flor da terra. Em busca da concretização de seus sonhos, aproximadamente um ano depois, deixou a região do nosso Município, ainda anônima e despovoada, e partiu para o Eldorado do Norte. Ali chegando, fundou o arraial do Itacambira, como afirma o historiador Diogo de Vasconcelos.

    Casarão Santo Antônio - Patrimônio Tombado

Após a passagem de Fernão Dias, o povoamento da região só teve inicio trinta anos mais tarde. Muitos que acompanhavam Fernão Dias, incluindo os irmãos Coelho, passaram por certo trecho da estrada que ligava Pitangui a Sabará. Atraídos pela beleza panorâmica da região e pela amenidade de seu clima, resolveram ali permanecer para se dedicarem à agricultura.  

Depois deles, outros vieram, destacando-se a figura do Alferes Miguel da Silva Fernandes, a quem se atribui os mais relevantes serviços prestados ao povoado que surgia. As primeiras construções apareceram na fazenda da Dona Izabel, entre elas a Capela sob a invocação de Santa Quitéria, cuja imagem e altar foram trazidos de Portugal pelos irmãos Coelho. Até hoje permanecem como relíquias históricas na Igreja Matriz de Santa Quitéria. Na época, essa capela, que serviu de núcleo ao povoado, recebeu o nome de Santa Quitéria. A Fazenda Dona Izabel, teve mudada a sua denominação para Fazenda Santa Quitéria. Na metade do século XVIII, na década de 1750, o Capitão Antônio Barbosa Leão proprietário da Fazenda Santa Quitéria, doou os terrenos que passaram a constituir o patrimônio da capela.

A doação foi mais tarde confirmada pelo novo proprietário, o Coronel Luiz José Souto, conforme escritura de 24 de março de 1773.